No final do século XVIII e início do século XIX, se produziram na Europa grandes avanços tecnológicos que deram início a chamada "revolução industrial". As custosas instalações e maquinarias exigiram a concentração de capitais; ocasionaram o fechamento de muitas empresas artesanais e determinaram a formação de fábricas cada vez maiores, que reuniam, na mesma planta, numerosos operários (antigos artesãos e trabalhadores rurais que emigraram para as cidades).Nessas primeiras fases do industrialismo, as condições de trabalho para os empregados eram inumanas, cruéis, com jornadas absurdas, salários irrisórios e trabalhos abusivos às mulheres e crianças. Também eram desumanas as condições de vida dos trabalhadores, confinados em residências insalubres, com alimentação insuficiente ou inadequada e desprovidos de cuidados sanitários.
Os pequenos e médios produtores (agricultores, artesãos, etc.) se encontravam, frequentemente, à mercê de comerciantes inescrupulosos que pagavam por seus produtos preços insignificantes e cobravam preços excessivos por sementes, ferramentas e outros insumos que necessitavam para sua produção. Eram explorados por todos.
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